“Quando mais divides mais multiplicas” Tim Vieira

Tim Vieira é um dos empresários mais carismáticos de sucesso e dos que mais investiu na primeira edição do Shark Tank versão portuguesa.

De facto alcançou mais notoriedade no programa do Skark Tank, porque foi o que mais alinhou nos negócios e ajudou a empreendedores a alavancar. Mas investe em Portugal desde o ano 2010 na imobiliária e agricultura.

É proprietário do grupo de media angolano Special Edition Holding, assim como também tem outros negócios em Moçambique, Gana, Portugal.

De espírito aberto, visão alargada e muito ativo. Mas, principalmente muito conectado com as pessoas e gosta de usar o seu network para ajudar a alguém que tenha boas ideias.

Esta entrevista será feita em série de dois artigos.

Fica aqui algumas das perguntas colocadas ao Tim, mas não é tudo por isso clica no vídeo para saber mais.

P: Os seus pais nasceram em Portugal, depois emigraram para Angola, mas o Tim nasceu em África do Sul, certo?

R: Não, a minha mãe nasceu em Moçambique, e o meu pai nasceu em Portugal, eu nasci e cresci em África do Sul. Depois fui para Angola por volta do ano 2000 e comecei lá os negócios no lado dos media.

Depois vim para Portugal e comecei na agricultura e também fiz um pouco de tudo.

P: O Tim faz negócios entre África do Sul e Angola. Sempre veio para Portugal nunca deixou de vir?

R: Não, sempre tive a Portugal no coração porque todos os anos passava pelo menos um mês cá, então sempre estava com a família e aproveitava para ir a praia e comer comidas portuguesas, por isso sempre estive ligado a Portugal.

P: Em que ano decide vir a Portugal para investir?

R: Por volta do 2010 é que comecei a investir em Portugal, um pouco na área imobiliária e agricultura, era um tempo difícil porque estávamos em crise e parecia que nunca ia acabar.

Mas para mim, eu via o lado positivo do país e nas pessoas com capacidade de fazerem várias coisas. Os portugueses têm esse “desenrasca” e comecei a empregar muitos portugueses lá em Angola, porque via que tinham essa vantagem.

Depois quando vim para Portugal, comecei a procurar negócios para tentar e tive sorte um dos meus primeiros negócios foi na agricultura, foi crescendo e agora até é sustentável.

P: Um dos seus primeiros negócios foi a criação da cerveja artesanal. Qual o nome que lhe pôs e porquê?

R: Comecei neste negócio porque eu gostava de beber cerveja e naquele tempo era muito caro beber cerveja em África do Sul. Eu queria começar a fazer uma cerveja melhor, com mais vida e diferente, enfim…

Dei o nome de Machu Picchu porque tinha lido que era algo natural, como um segredo. E a publicidade que fiz, foi a alguém a passar na floresta e via-se algo a nascer, então isso era a cerveja.

Então trouxe isso para África do Sul como era natural tinha muito a ver com África, e na mesma forma que foi descoberto Machu Picchu, queria que descobrissem a cerveja.

P: O Tim para além de ser proprietário da Special Edition Holding entre outras, também viaja muito, participa em eventos, faz conferências, tem tempo para estar com os seus clientes, escreve em vários blogs, e tem tempo para estar com a família. Como ou onde vai alcançar esse equilíbrio?

R: Não é fácil e às vezes também fico admirado como é que consigo fazer isso tudo. Estava agora a dizer e eu estava a pensar porque tanta coisa.

Mas é assim, eu às vezes digo, espera tenho de parar, tens que fazer menos, mas depois de dois dias isso já passou. Gosto de conviver com as pessoas, gosto de tentar ajudar aos jovens a sonhar um bocadinho mais, tentar abrir portas e fazerem coisas acontecer. Depois o segredo, é que tenho boas pessoas à minha volta, então muito deles conseguem fazer o dia-a-dia em Angola. Tenho excelentes pessoas que conseguem basicamente ver o negócio, o Tim Vieira já não é uma peça importante lá, posso dizer isso.

Em Portugal também tenho pessoas comigo há vários anos e percebem como eu funciono, estão lá para apoiar, tenho sócios espetaculares nos negócios e que me dão o tempo para fazer, o que eu gosto de fazer.

P: Tim, eu tive a sorte de estar justamente aqui no Tim’s garage e no seu speech disse que tinha falido. O que é que aprendeu?

R: Aprendi que se tem que levantar muito rápido a gente não pode estar com regrets não, não. Se a gente não nos levantarmos nós próprios, ninguém nos vai levantar. Mas, se nos levantarmos e pusermos a nossa cabeça no ar outra vez, as pessoas até vem para nos ajudar, ok?

Ninguém quer ajudar a alguém que só está negativo. As pessoas querem ajudar aqueles que têm potencial e querem sair do buraco. E foi isso, porque eu nunca caí totalmente quando estava a cair, eu já sabia que tinha que dar um passo para me levantar.

Então, quando mais rápido a gente faz isso, e menos desculpas, melhor. Eu sou das pessoas que não gosta de olhar para atrás porque ficamos com o coração a doer então devemos de olhar para a frente.

P: O que é que aprecia ou que competências busca nos seus colaboradores?

R: Eu gosto que sonhem e quando perco um colaborador para ir a outro sítio a crescer ainda mais, eu fico contente com isso, nunca fico triste.

Gosto de pessoas positivas que vão bater muitas portas que vão fazer coisas acontecerem. Gostos de pessoas honestas, que não são muito de políticas, e que não andam ali quase a lixarem ao coworker com quem eles funcionam.

P: O que é que lhe faz investir nos negócios?

R: É ver se as pessoas são competentes, honestas, eu olho primeiro para as pessoas antes do negócio, se não vejo potencial nas pessoas já não quero estar no negócio. Depois vejo para o negócio, se pode andar para a frente, é um bocadinho isso. Ma agora estamos mais seletivos, já temos vários investimentos e como tudo alguns negócios correram muito bem outros menos bem.

P: O Tim gosta de investir nos momentos de crise, é um desafio para si?

R: A crise não me assusta, a gente não sabe, que, onde se está bem hoje, amanhã pode estar em crise, ok? Eu agora estou a investir muito em Angola que está num período de crise, mas eu acredito que vai sair desse período, as pessoas não acreditam, mas acontece. Os tempos difíceis passam.

Então para mim não me assusta, acho que a gente tem de estar preparados para isso, o tempo e o produto pode estar lá fora.

Há sempre oportunidades na crise. Sempre há uma luz e temos de acreditar, mas não é fácil.

P: Qual é a diferença para si entre ser rico e próspero?

R: Para mim eu não gosto de pessoas quando dizem, se é rico porque é assim: eu fico a conhecer pessoas às vezes melhores quando são menos ricos que quando estão ricos. As pessoas ficam diferentes, mudam e deixam de ser menos humanas.

Eu acho melhor muitas vezes ser pessoas de sucesso, as pessoas de sucesso gostam de ter outras pessoas de sucesso à volta deles e normalmente quando a gente quer que os outros tenham sucesso, somos melhores pessoas.

Eu considero-me um privilegiado, porque tenho as coisas de que eu gosto, tento dar a minha família as coisas que eu gosta de dar, mas ao mesmo tempo não gosto dar de mais. Gosto que eles lutem pelas coisas.

Eu, pessoalmente estou à procura de crescer mais como pessoa, em termos de ser mais feliz com coisas mais básicas, em tempo para estar com as pessoas de que gostamos. Acho que isto é a maior riqueza, e depois a gente consegue ajudar, estou agora a ver se ajudo as pessoas a acreditarem mais.

P: Nos dias 26 e 27 de Abril de 2017 o Tim vai estar no Startup Olé em Salamanca, onde se vão juntar investidores, vários países, universidades e empreendedores, certo?

R: Vou lá estar para falar de minha experiência, precisamos de todos para aprender. Portugal está a ter muito sucesso à volta do mundo e é bom a gente ser convidado para ir ao mundo porque começamos a acreditar que é possível.

P: Como é o seu dia-a-dia?

R: É sempre diferente a sério, eu olho para a minha agenda cada dia. Tenho uma assistente que marca as reuniões depois vem falar comigo para confirmar. Mas todos os dias são diferentes, tenho três escritórios onde passo o tempo, viajo bastante.

Gosto de passar o tempo com pessoas diferentes e conhecer algumas coisas e se eu consigo dar uma boa dica, olha para mim já foi uma boa reunião.

P: Tim, não sei se tem noção, você é uma fonte de inspiração, transmite uma energia incrível. Eu vim cá, estava um pouco nervosa, comecei a conversar consigo e fiquei mais à vontade. Onde arranja essa inspiração?

R: Eu para mim é assim, eu prefiro estar com pessoas que computadores ou Ipad. Gosto estar ao telefone a falar com elas do que enviar um email. Eu aprendo quase sempre com as pessoas e portanto gosto muito desta parte.

Sou bastante aberto e transparente digo e explico as coisas não acredito que a gente tenha que guardar segredos, também está tudo no Google.

Portanto para mim é fácil.

P: Eu sou uma fan sua e sei que gosta do râguebi, o que é para si?

R: O râguebi para mim é um desporto espetacular porque mostra trabalho em equipa e depois tem os mais gordinhos, os que correm mais devagarinho, os mais altos, os mais rápidos, estão todos lá para conseguirem jogar e fazerem a equipa ganhar. O râguebi conseguiu unir a um país em África do Sul.

Mostra também que uma pessoa sozinha não consegue chegar a nenhum sítio. E o mais importante é que descobre o bom que há em cada pessoa.

Se queres saber qual é o mais recente investimento do Tim, então não percas a próxima entrevista… aqui no Ganha Informacion!

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Obrigada! 🙂

 

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Indira Alva

Indira Alva

Este proyecto surgió cuando estaba buscando una fuente de ingreso extra, quería hacer algo diferente y por internet. Encontré varias formas de hacerlo, pero lo que me motivó a crear este blog, es que haciendo lo que más te gusta junto con el deseo y la pasión lo puedes concretizar. Por eso decidí compartir contigo, todo lo que estoy aprendiendo. No soy bloguera ni tampo problogger, soy apenas una persona que quiere concretizar su sueño y que te puede ayudar a concretizar el tuyo también.

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