Entrevista ao André Leonardo II

2ª Parte da entrevista ao André Leonardo

Depois da primeira parte da entrevista ao André Leonardo, 1ª Parte Entrevista ao André Leonardo. Nesta segunda parte vamos saber quais foram os passos que ele fez para pôr em marcha seu projeto.

P: O que é que fizeste para angariar fundos para este projeto?

R: Eu fiz 4 passos:

1.- vendi coisas que tinha como play station, bicicletas, livros, vendi uma camisola do Benfica, desapegar-me das coisas que tinha custo-me muito, porque haviam coisas que tinham valor sentimental.

2.- Procurar patrocinadores ou sejam contatar com empresas que acreditassem no projeto e que me patrocinassem. Contatei 97 empresas e, só chegar em contacto com eles foi uma dor de cabeça, só quem passa por isso é que sabe. São organizações de grande dimensão, não é muito fácil uma pessoa relativamente desconhecida chegar até os recursos humanos, CEOs (Chief Executive Officer), por tanto foi muito complicado. Mas, das 97 empresas eu tive 7 que acreditaram no meu projeto e patrocinaram-me, e foram 90 nãos, e acredita que só 5 chegaram só bem no fim.

3.- Fiz uma campanha donativos chamada crowdfunding, em quem, de alguma forma acreditasse no meu projeto podia fazer um donativo.

4.- Rever meu orçamento, ou seja eu tinha um orçamento que incluía voos diretos, mas eu percebi que se fizesse voos com muitas escalas, eram muito mais cansativos mas, ao mesmo tempo os voos eram muitos mais baratos. Percebi que em vez de ficar a dormir em hotéis podia dormir em hostels e dividir entre 4 ou 6 pessoas, percebi que podia procurar grupos como couchsurfing onde me iam receber, davam-me um sofá, uma carpete fofinha onde podia dormir, e tudo isto fez reduzir os custos no orçamento.

Foram estas 4 coisas que eu fiz para angariar dinheiro e para reduzir os custos.

P: André tu fizeste escala em Lima-Perú, mas não ficaste lá porquê?

R: Olha o orçamento foi muito baixinho e eu tinha que selecionar os países, haviam diversos critérios para a escolha dos países. Mas eu quero lá ir, mais cedo ou mais tarde vou lá visitar o Perú.

P: André, tu falaste com teus pais desde o início da tua ideia ou esperaste até ao fim?

R: É assim quando eu tive a ideia na minha cabeça falei no início com meus pais. E a forma de falar com eles foi explicando que ia a dar a volta ao mundo, mas ainda não tinha nada preparado por tanto tinha a ideia na minha cabeça, mas a ideia já ia acontecer. Meus pais são pessoas relativamente tradicionais dos Açores, ficaram e acharam a ideia um pouco maluca, volta ao mundo?! Mas de onde é que saiu esta ideia, nunca vi ninguém a fazer este tipo de coisas desta forma, o miúdo passasse alguma coisa com ele?. Mas eu expliquei o projeto e ao fim de algumas semanas eles acabaram por perceber e me apoiaram, e se, não fosse o apoio moral deles neste processo que teve muitos altos e baixos tinha sido complicado.

É muito importante contar com o apoio da família, amigos, namoradas, namorados, porque os projetos já são difíceis de realizar e, é importante quem está a nosso lado que nos apoiem. Na história do copo cheio, nós não queremos que eles tirem água, eles tem que nos ajudar a encher. Não interessa muito se acham que vai dar certo ou não, o que interessa é, eu vou fazer isto agora, podes-me ajudar ou não, senão queres ajudar então não desajudes não puxes para atrás, puxa para frente ou então não faças nada.

Há muita gente que por protecionismo a vezes inconscientemente acabam por puxar para atrás e dizem não faças isto, isto não vai dar certo fica quieto. Uma pessoa sozinha não faz nada, e encontrar pessoas que nos possam ajudar é muito importante.

P: Tu foste nomeado a pouco nos açores como embaixador do empreendedorismo, o que é que isso significa para ti?

R: É simbólico mais isso diz-me muito, porque os açores é o local onde eu nasci e gosto muito, gosto muito das pessoas que lá estão e gostava que se desenvolvesse mais. Eu acredito que o futuro das nações, países, regiões têm empreendedorismo, têm as pessoas criarem valor para si, para a sociedade não apenas valor económico mas sobre tudo social, o empreendedorismo é um caminho que eu acredito. Por tanto, poder ser de alguma forma a cara da educação empreendedora dos Açores é algo que me diz muito.

Não perca a terceira e última parte da entrevista com André Leonardo, autor do livro “Faz Acontecer”.

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Indira Alva

Indira Alva

Este proyecto surgió cuando estaba buscando una fuente de ingreso extra, quería hacer algo diferente y por internet. Encontré varias formas de hacerlo, pero lo que me motivó a crear este blog, es que haciendo lo que más te gusta junto con el deseo y la pasión lo puedes concretizar. Por eso decidí compartir contigo, todo lo que estoy aprendiendo. No soy bloguera ni tampo problogger, soy apenas una persona que quiere concretizar su sueño y que te puede ayudar a concretizar el tuyo también.

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