Entrevista ao André Leonardo III

3ª Parte da entrevista ao André Leonardo

Nesta última entrevista ficamos a saber algumas das dificuldades a que se enfrentou e como fez para nunca desistir.

Ver a entrevista: 1ª Parte Entrevista ao André Leonardo

Ver a entrevista: 2ª Parte Entrevista ao André Leonardo

P: Qual é a história que mais te marcou?

R: Olha é difícil escolher uma porque todas eles de uma forma ou de outra me trazem coisas diferentes, todas eles são importantes. Mas se tivesse de escolher uma, é do Ricardo Teixeira, que é tetraplégico, o melhor ficou tetraplégico, e mesmo assim está a frente de quatro empresas é casado, e tem um filho faz acontecer todos os dias. E de fato ele disse-me uma coisa que nunca mais vou esquecer se, eu faço porque vocês não fazem, se eu que tenho todos os problemas do dia a dia todas as vossas barreiras faço, se eu que ainda por encima tenho este problema físico, faço, porque vocês não fazem são desculpas. Realmente aquilo tocou-me no ponto certo e a partir de ai nunca mais me queixei de nada, e de fato percebi que só não fazemos porque não queremos independentemente do lugar onde estamos nossa situação económica, social é sempre possível dar a volta.

Por isso se tivesse que escolher uma, seria esta mas como te diz todas eles me tocaram de uma forma ou de outra.

P: tu idealizas-te de alguma maneira tua viagem e quando chegas-te o que tu idealizas-te foi mesmo assim?

R: Olha nós podemos ler o mundo sobre viagens podemos falar com pessoas que já o fizeram, mas estar lá é diferente as sensações o estar longe da família o saber gerir saudades, por outro lado estares em lugares desconhecidos em que internet não funciona não tens um mapa, e agora para onde é que vais. Chegas a um local, aconteceu-me isto em Telavive às 4h00 da manhã e chegares a dormir a casa de uma pessoa e a pessoa não te abre a porta, e agora o que tu fazes?!. São situações pelas quais tu passas e isto não vem nos livros tu é que tens de gerir. Eu preparei-me muito e bem, mas a viagem em si, levou-me a situações que ninguém se podia preparar para elas foi muito importante saber gerir isso. Mas a viagem também deu-me outras coisas deu-me para além das histórias inspiradoras deu-me amigos eu agora costume dizer que tenho casas de férias em tudo o mundo tal como todas as pessoas que conheci também tem uma casa de férias em Portugal, fiquei com uma família muito maior, pessoas que nunca mais vou-me esquecer. A viagem foi muito melhor de aquilo que estava à espera em termos profissionais as entrevistas foram muito boas, o objetivo era fazer 100 entrevistas fiz 143, mais 43 porcento, de aquilo que estava programado. Foi muito bom em termos de patrocínios promoção e dos mídias, também correu muito bem as coisas tiveram um impacto interessante. Acho que ultrapassei todas minhas expectativas

P: André tu saíste com uma mochila nas costas como regresso tua mochila vazia ou cheia?

R: Olha para já a mochila que saiu não foi a mochila que chegou, porque a mochila que saiu foi roubada, mas chegou outra mochila que adquiri pelo caminho, mas em termos simbólicos que acho que é a pergunta que me estás a fazer. A mochila chegou com muitas mais cicatrizes mas também muito mais forte, muito mais preparado para o que a vida me vai trazer a mim, por tanto a viagem abriu-me horizontes deu-me contatos e preparou-me. A nível profissional a nível de projeto foi incrível, porque passar um ano a falar com estas pessoas de histórias inspiradoras tu terminas a viagem com a certeza que só não fazes porque tu não queres, te sentes mais auto-confiante mais preenchido e mais despegado de materiais físicos, mais importado com relações humanas com sensações com experiências. A viagem me deu tudo isto, a mochila veio fisicamente mais vazia mais o coração veio muito mais certo.

P: Mas também não és o mesmo André?

R: Cheguei com muita mais certezas muita inspiração agora para dar e vender, recebi tudo isto pelo mundo, recebi histórias inspiradoras com muita força, como te digo passei por situações boas, mas também menos boas mais mesmo menos boas, e o fato ter conseguido dar a volta a estas coisas são cicatrizes que ficam.

P: No meio da viagem tu ficaste com a roupa que trazias porque roubaram-te, nesses alturas pensaste em desistir?

R: Não porque é que como te dizia a pouco, o copo é para encher não interessa se está meio cheio ou meio vazio o copo é para encher, em aquele momento o copo ficou sem água e eu tinha que encher o copo outra vez, e isso foi feito a partir da Índia. Nunca me passou pela cabeça atirar o copo fora, a minha maneira de pensar era sempre ok, perante esta situação como é que vou encher o copo como vou pôr as coisas a funcionar, é uma questão perante os problemas procurar uma solução. Alias há uma frase que eu gosto muito foi escrita em uma parede que diz assim: “Qualquer que seja o problema faz parte da solução”, é assim que eu penso, é assim que resolvi meus problemas durante a viagem e, isto ensinou-me a vida.

P: André houve muitas oportunidades em que tu ficaste com saudades o que é que tu fazias?

R: Olha as saudades fazem parte da viagem, já sabia preparei-me para isso despedi-me das pessoas quando o tinha de fazer. Durante a viagem senti saudades como qualquer pessoa sentiria, mas é um sentimento que tu aprendes a gerir, não eliminas tu colocas em uma gaveta sabes que está lá, mas aprendes a não mexer e matava as saudades quando podia por skype pela internet. Aprendi a perceber que isto é um projeto que implica a determinados sacrifícios pelas quais tinha que passar este é um deles, consciencializei para isto é assim que as coisas vão ser e faz parte e assim foi possível fazer o projeto.

P: Qual é a frase que gostas de dizer?

R: “Difícil é diferente de impossível” porque foi isto que eu conclui depois de falar com todas estas pessoas, o impossível muitas vezes nos é dito para nossos projetos é muito mais uma opinião e muito menos o fato concreto, cabe-nos a nós transformar o impossível em possível em provável em difícil e depois já está. Cabe-nos a nós a fazer esse trajeto esse caminho transformar o impossível em projeto e concretizar.

Conclusão

As histórias reais do livro “Faz Acontecer” do André Leonardo, demonstram que independentemente de qualquer adversidade situação económica ou social tudo é possível.

Neste livro relatam-se histórias onde talvez muitos tinham desistido, muitas destas pessoas depararam-se em que já não tinham mais oportunidades em que já não poderiam fazer mais nada. Porém estas pessoas não se limitaram só a ouvir esse “não” é possível. Nunca estas pessoas adotaram uma postura passiva senão pelo contrário enfrentaram esses “impossíveis”, esses “talvez”, esses “nãos”, em inconformismo lutando por aquilo em que acreditavam em que SIM era possível, e sabem que mais, é que essa postura lhes demonstrou o quanto POSSÍVEL era, mesmo quando tudo aparentemente já não tinha mais oportunidades, mesmo quando tudo era “impossível”, eles conseguiram.

Em resumo não desistas ainda que aparentemente não exista mais oportunidades, vai em frente vai a luta até ao fim só assim alcançarás o que aparentemente é inalcançável.

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Indira Alva

Indira Alva

Este proyecto surgió cuando estaba buscando una fuente de ingreso extra, quería hacer algo diferente y por internet. Encontré varias formas de hacerlo, pero lo que me motivó a crear este blog, es que haciendo lo que más te gusta junto con el deseo y la pasión lo puedes concretizar. Por eso decidí compartir contigo, todo lo que estoy aprendiendo. No soy bloguera ni tampo problogger, soy apenas una persona que quiere concretizar su sueño y que te puede ayudar a concretizar el tuyo también.

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