StoryTelling: Como contar histórias memoráveis

StoryTelling: Como contar histórias memoráveis

Storytelling: Como contar histórias memoráveis

Storytelling: Como contar histórias memoráveis. Imagem: www.pixabay.com

Em 9 de Outubro de 2012, um homem entrou no autocarro de transporte escolar e perguntou: quem é Malala? Digam-me ou eu vou disparar a vocês todos. Duas amigas olharam para Malala e sem querer identificaram-na. Então, este apontou e disparou na direção de Malala atingindo-a na cabeça.

Malala ficou inconsciente e em coma por vários dias. Tinha 15 anos quando foi atacada por um miliciano que tentou assassiná-la.

Ela é uma ativista e defende o direito de ir à escola.

Dentro da tradição tribal paquistanesa só os homens é que têm o direito de estudar, as mulheres não, o trabalho delas limitasse apenas a aprender a cozinhar para casarem cedo e terem filhos.

Com a ocupação militar dos taliban, eram sempre as constantes ameaças com as jovens que ousavam ir estudar e algumas até eram chicoteadas, segundo eles por desobediência ao Corão.

Mas a família de Malala, era uma família incomum, porém ela não queria seguir os costumes tribais. O seu SONHO era estudar.

Os pais de Malala geriam várias escolas na região do Vale do Swat. Entre 2003 e 2009 os taliban encerraram escolas públicas proibindo a educação de meninas e algumas escolas inclusive foram bombardeadas.

Houve um dia em que, um jornalista da BBC perguntou ao pai de Malala se alguém podia relatar histórias sobre como era o quotidiano das jovens com a presença dos taliban. O pai rapidamente indicou Malala.

Malala Yousafzai, começou a escrever no blog da BBC sob o anonimato Gul Makai, e contava como era a sua vida com o regime de Tehrik-i-Taliban Pakistan (TTP) e as tentativas de recuperar o controlo do vale do Swat, após a ocupação militar.

Foi a partir dai que, Malala começou a ganhar notoriedade.

Depois de se debater entre a vida e a morte, foi operada com sucesso e transferida para o hospital Queen Elizabeth, em Birmingham, no Reino Unido. Deixou o hospital após quase 3 meses.

Em 12 de Julho de 2013, no mesmo dia em que ela fazia exatamente 16 anos, discursou na Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, e acabou com uma frase que recorreu o mundo inteiro.

Um livro, uma caneta, uma criança e um professor podem mudar o mundo”.

Foi a pessoa mais nova a ser laureada com um prémio Nobel da Paz em 2014, é conhecida como uma ativista paquistanesa, pela sua luta contra a repressão a crianças e pelo direito de todas as crianças à educação.

Malala escreveu um livro, e deu como título a resposta que gostaria de ter pronunciado no dia em que tentaram matá-la: “Eu sou Malala”.

StoryTelling

É pouco provável que esqueças a história de Malala, principalmente pela forma como foi atacada e o porquê.

Todos nós gostamos de ouvir BOAS histórias. As narrativas nos possibilitam a capacidade de envolvermos e identificarmo-nos com as aflições e frustrações das personagens.

StoryTelling é a capacidade de contar histórias, criando conexões interpessoais.

Contar histórias é uma arte poderosa e faz com que, o nosso cérebro seja ativado.

Histórias fazem parte de nosso passado, nascemos e crescemos a ouvir histórias. Porém é uma característica própria do ser humano, praticado desde há muitos anos atrás.

Os pesquisadores sabem que as regiões linguísticas, como a área da Broca e a área de Wernicke, estão envolvidas, e  como o cérebro interpreta as palavras escritas.

Para ser mais exatos: a área de Broca é o córtex responsável pela motricidade da fala. A área de Wernicke  é o córtex responsável pela compreensão verbal.

Imagina que temos um sinal de trânsito escrito, a nossa a frente, uma parte de nosso cérebro é ativado. Estes são as áreas de Broca e de Wernicke, pois processa a informação para depois decodificar.

Como quando vamos a qualquer superfície a fazer as nossas compras, sejam elas de alimentos ou qualquer outra, em seguida, vamos pagar ou melhor ainda… se já usaste as caixas self-service, onde somos nós próprios a passar os artigos, então procuramos pelo código de barras, para passá-lo pelo leitor. Neste caso o software no computador permite ler e passar a mensagem transportada por um código de barras.

Da mesma forma o nosso cérebro lê a informação do sinal, as processa para depois interpretá-la.

Ma o que acontece quando ouvimos uma história?

acontece que, para além de usarmos a área linguística, são ativadas também outras partes de nosso cérebro de forma mais completa.

Os pesquisadores perceberam que histórias narradas e com metáforas envolvem o nosso córtex sensorial.

Então, se ouvirmos histórias descritivas elas nos estimulam, cativam e acabam por nos influenciar a agir.

Por isso, é que contar histórias produz muito efeito.

Esta poderosa arte foi adotada também nas conferências de Tecnologia, Entretenimento, Design, mais conhecida como TED. Como uma maneira fácil de disseminar ideias.

StoryTelling no Marketing

Com o surgimento de internet e com a excessiva informação, todos os dias, nós somos constantemente expostos a receber publicidade das empresas. Deixando-nos provavelmente menos predispostos a ouvir sequer a palavra “publicidade”.

Isto por um lado… mas por outro, as empresas perceberam, que justamente com as diversas formas de comunicação como as “ferramentas de mídias sociais”, são sistemas projetados para possibilitar a interação social a partir do compartilhamento e da criação corporativa de informação nos mais diversos formatos.

Da mesma forma, que um roteirista ou um StoryTeller pega e conta pedaços de histórias que acha que são necessárias. E enfatiza as partes especialmente relevantes.

Tentando encaixar os pontos mais importantes ou mais engraçadas ordenando-os até começarem a fazer sentido.

O StoryTelling apresenta-se nas empresas destacando-se cada vez em várias áreas e principalmente no marketing. Já que podemos distinguir uma marca com uma história forte, genuína e criativa. E que subtilmente desperte emoções com o público-alvo. Destacando a marca através da mensagem.

Quando a marca tem um misto de emoções juntamente com uma mensagem forte, este acaba por criar empatia com a tua audiência, levando-nos de forma persuasiva a agir.

E quando isto é bem-sucedido, a empresa terá alcançado dois objetivos: relação com potenciais clientes e o engajamento.

12 Regras da Pixar que podes implementar e fazer histórias memoráveis:

1.- Uma pessoa deve ser admirada mais por suas tentativas do que pelo seu sucesso.

2.- Mantenha em mente o que é interessante para uma audiência, não o que é divertido fazer como um escritor. Eles podem ser muito diferentes.

3.- Cria o teu final antes de saber o meio. A sério. Finais são difíceis, então começa a trabalhar agora.

4.- Termina a tua história, deixei-a passar ainda que não esteja perfeita. Em um mundo ideal tu tens os dois, mas segue em frente. Faz o teu melhor da próxima vez.

5.- Quando tiveres um lapso, faz uma lista do que não iria a acontecer em seguida. Muitas vezes esse material que precisas aparece.

6.- Separa as histórias que mais gostas. O que mais gostas nelas, faz parte de ti; tens de reconhecê-la antes de utilizá-las.

7.- Colocar no papel permite corrigir as falhas. Se deixares na tua cabeça, uma ideia perfeita, tu nunca irás partilhar isso com ninguém.

8.- Não contemple a 1ª coisa que vier a tua cabeça. E a 2ª, 3ª, 4ª, 5ª. Tira o óbvio do caminho. Surpreende-te a ti próprio.

9.- Porque deves contar ESSA história? Qual é a convicção fervorosa que alimenta a tua história? Essa é o coração dela.

10.- Se tu fosses a tua personagem, nesta situação, como te sentirias? Honestidade dá credibilidade às situações inacreditáveis.

11.- Nunca um trabalho é desperdiçado. Se ele não está a funcionar, deixei-o ir e siga em frente. Ele vai voltar para ser útil mais tarde.

12.- Tu deves identificar-te com situações/personagens, não podes simplesmente escrever coisas ‘à-toa’. O que te faria atuar dessa maneira?

Espero que esta informação seja a alavanca para conectar com os teus primeiros clientes!

Alguma fonte retirada em:

https://ptwikipedia.org/wiki/M%C3%ADdias_socias

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Obrigada 🙂

 

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Indira Alva

Indira Alva

Este proyecto surgió cuando estaba buscando una fuente de ingreso extra, quería hacer algo diferente y por internet. Encontré varias formas de hacerlo, pero lo que me motivó a crear este blog, es que haciendo lo que más te gusta junto con el deseo y la pasión lo puedes concretizar. Por eso decidí compartir contigo, todo lo que estoy aprendiendo. No soy bloguera ni tampo problogger, soy apenas una persona que quiere concretizar su sueño y que te puede ayudar a concretizar el tuyo también.

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